18/06/2017 às 11:58h
Programa De Bem com a Vida realiza ações de prevenção ao bullying

Mais de 700 alunos de escolas de Cuiabá participaram de palestras sobre as formas de manifestação de violência no cotidiano escolar, denominado “bullying”. Por meio de diálogos, as orientações e esclarecimentos são levadas pelo programa social "De Bem Com a Vida", executado pela Coordenadoria de Polícia Comunitária da Polícia Judiciária Civil.

Na manhã da última quarta-feira (14.06), o Centro Educacional Maria Auxiliadora, também conhecido por Colégio CEMA, recebeu a equipe da Polícia Judiciária Civil, para um bate-papo com cerca de 280 alunos.

O investigador de polícia, Ademar Torres, durante os diálogos abordou com os alunos, a temática “Bullying não é brincadeira”, utilizando recursos de audiovisual e exposição dialogada na apresentação dos oito conceitos que caracterizam o bullying na escola como sendo (bullying físico, psicológico, moral, verbal, sexual, social, material e virtual ou cyberbullying).

“O bullying na escola, muitas vezes inicia com a conduta de colocar apelidos relacionados à existência de preconceitos que envolvem questões étnico-raciais, deficiências físicas e mentais, orientação sexual, bem como aparência corporal e atos pessoais, suas expressões faciais, sua postura, movimentação, modo de falar, gestos, etc., os pares necessitam entender que a escola é um espaço de inclusão e socialização”, destacou o policial.

Conforme a coordenadora pedagógica da escola CEMA, o bullying é um fenômeno reconhecido pela comunidade escolar e toda a equipe da escola está atenta e engajada na construção coletiva de ações para interromper esse processo. "Tanto que tivemos a palestra da Polícia Civil, os alunos realizarão exposição com cartazes e leitura e interpretação de livros paradidáticos que abordam o tema”, disse a professora Nádia Caroline.

No começo do mês, 5 de junho, 430 alunos dos ensinos fundamental e médio, da Escola Centro América de educação Adventista, participaram da ação nos períodos matutino e vespertino, ministrada pelo investigador Edmir Sena, para promover uma  cultura de paz no ambiente escolar, prevenindo e evitando o “bullying”.

“Acreditamos que poderemos alcançar bons resultados, contudo será necessário envolver pais, alunos e educadores como forma de manter o diálogo, a criação de pactos de convivência e, sobretudo, buscar estabelecer elos de confiança e informação no ambiente escolar”, declarou o policial.

O coordenador de Polícia Comunitária, delegado Gênison Brito Alves Lima, considera o bullying um problema social que interfere no cotidiano escolar, que esse fenômeno tem sido reconhecido como um tipo de violência física e/ou simbólica entre alunos(as). “As atitudes de intimidação pela recorrência de ações que expressam o poder do agressor(es) e vítima(s), têm a intencionalidade de magoar alguém que se encontra em posição de fragilidade”, pontuou o Delegado de Polícia e mestrando em Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Bullying

A denominação inglesa – bullying – adotada desde a década de 1970 na Noruega, a partir dos estudos de Olwes, é utilizada hoje nos países europeus, africanos, americanos e inclusive no Brasil, utilizada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados por alunos. São atos de violência (física ou não) que ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Nesse sentido de forma “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas.

Espalhe por ai:
Link:
Publicidade
Power by
Todos os direitos reservados. 2009-2017 - Bem Mais Comunicação - CNPJ 15.349.563/0001-67. Jornalista responsável Jose Paulo DRT MT- 000273 - Solange Priscila DRT MT- 2121