29/01/2020 às 07:07h
Prefeitura de Colíder renova convênio de R$ 25 mil com a Associação de Materiais Recicláveis
prefeito pede apoio da população à
Autor: Sérgio Ober

A Prefeitura de Colíder renovou o aporte financeiro de R$ 25 mil à Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Acmar). O prefeito Noboru Tomiyoshi e o presidente Clodoaldo Gonçalves Santana assinaram o convênio nesta quarta-feira (29.01). O projeto de lei que autoriza a transferência foi aprovado pela Câmara de Vereadores.

A transferência será realizada em 12 parcelas mensais durante o ano de 2020. O dinheiro será usado para a manutenção das atividades da Acmar. “O valor que eles arrecadam ainda não é suficiente para pagar todas as despesas. Por isso, damos essa ajuda para subsidiar compra de equipamentos de proteção individual, alimentação e manutenção do local”, justifica o prefeito.

Noboru diz que a quantidade de material recolhida e reciclada pela Acmar ainda é pequena e não resulta em uma renda suficiente para garantir o pagamento de todas as despesas. O prefeito pede que a participação da população invista na separação do lixo produzido em casa para aumentar o volume e, consequentemente, melhorar os lucros dos colaboradores da associação.

“O valor do material reciclado é muito baixo. Por exemplo, são necessárias 63 latinhas para um quilo, que é vendido por R$ 3,30. Ou seja, eles precisam juntar 63 mil latinhas para formar uma tonelada e lucrar R$ 3.300. E não é possível juntar todo esse material em apenas um mês”, explica.

O prefeito acrescenta ainda que uma tonelada é vendida por apenas R$ 250. A tonelada de garrafas PET rende R$ 1,3 mil e de material plástico composto por polipropileno (PP) R$ 550. “Não é fácil juntar uma tonelada de material reciclável. Demora bastante. Por isso, precisamos fortalecer a campanha, mas precisamos da participação da população. E a associação dos catadores faz um trabalho maravilhoso em nosso município. E daqui que eles tiram o seu sustento”, destaca Noboru.

Além de gerar emprego e renda, o prefeito Noboru Tomiyoshi acrescenta que a reciclagem permite o reaproveitamento de materiais para a fabricação de matéria-prima. “Ou seja, vidro, plástico e papel são reutilizados para gerarem outros produtos, como vassoura, carpete, conduite, tubulação, cone e madeira plástica, entre outros. Por isso, é importante que todos os moradores contribuam com a coleta seletiva”.

RENDA E QUALIDADE DE VIDA

O presidente da Acmar diz que a contribuição da Prefeitura de Colíder reforça a qualidade do local de trabalho dos catadores. “É muito importante. Se não vem essa parte que o prefeito tá passando para a gente, teríamos que utilizar o dinheiro da venda do material para comprar o alimento daqui e faltaria para levar o pão de cada dia para casa. Esse repasse aumenta o ganho da gente. Indiretamente, ajuda a complementar o nosso salário”, comenta Clodoaldo Santana.

O secretário de Infraestrutura, Obras e urbanismo, Hiran Sales, pontua que o trabalho da Acmar é fundamental para a população de Colíder e ao meio ambiente. “Eles fazem a separação desses materiais da coleta seletiva. E os catadores precisam muito dessa ajuda porque, muitas vezes, a coleta não resulta na quantia necessária para eles comprarem a sua alimentação”.

O secretário Ronaldo Vinha, de Desenvolvimento Econômico, diz que os trabalhadores da reciclagem exercem uma função social muito importante para Colíder. “Já é o terceiro ano que a prefeitura contribui com os trabalhadores da Acmar, que contribuem com a limpeza. São pessoas que realmente trabalham num serviço essencial para a nossa cidade. A Acmar impede que esse material fique jogado nas ruas, bueiros, em rios ou terrenos baldios”.

PROTEÇÃO AMBIENTAL

- 50 quilos de papel reciclado evitam que uma árvore seja cortada.

- Para cada tonelada de papel reutilizado cerca de 20 árvores são poupadas.

- O mesmo papel pode ser reciclado de 7 a 10 vezes.

- As sacolas de plásticos, fornecidas nos supermercados, demoram 450 anos para decompor no solo.

- Uma lata de alumínio demora de 80 a 100 anos para se decompor.

- O vidro pode demorar um milhão de anos para se decompor.

Redação: Sérgio Ober

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