15/05/2020 às 11:06h
Jair Bolsonaro convoca empresários contra bloqueio total em São Paulo

Bolsonaro convocou o empresariado, nesta quinta-feira (14), a "jogar pesado" com o governador de São Paulo, João Doria, para evitar um possível lockdown no Estado como medida de combate ao novo coronavírus.

 

Em videoconferência promovida pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Bolsonaro disse que há "uma guerra" e que existe uma tentativa política de tentar quebrar a economia para atingir o seu governo. "O que parece que está acontecendo parece uma questão política, tentando quebrar a economia para atingir o governo", comentou.


Bolsonaro criticou as medidas de "lockdown", fechamento total de serviços considerados não essenciais, que passaram a ser consideradas por Doria, um de seus principais adversários políticos. São Paulo tem 54.296 casos confirmados e 4.315 mortes por covid-19.

 

"Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, tem que chamar o governador e jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra. É o Brasil que está em jogo, se continuar o empobrecimento da população daqui a poucos seremos iguais na miséria", disse.

 

O presidente defendeu a abertura rápida do mercado e providências imediatas para evitar consequências como possibilidade de "caos", "saques" e "desobediência civil". Segundo o presidente, neste caso não adiantará convocar as Forças Armadas porque não haverá militares suficientes para atuar na GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

 

"Lá na frente, eu tenho falado até com o ministro Fernando (Azevedo), da Defesa, os problemas vão começar a acontecer, de caos, saques de supermercado, desobediência civil. Não adianta querer convocar as Forças Armadas que não vamos ter gente para tanta GLO. Não existe gente para tanta GLO. E o povo vai estar na rua, em grande parte, por estar passando fome. E homem com fome não tem razão, ele perde a razão", disse.

 

Bolsonaro citou o decreto no qual incluiu academias, salões de beleza e barbearia na lista de serviços essenciais. Na semana passada, o presidente já havia incluindo na relação a construção civil e atividades industriais.

"

Tem governador falando que não vai cumprir. Eles estão partindo para a desobediência civil. Se alguém não concorda com um decreto meu, tem dois caminhos: um projeto de decreto legislativo no Congresso, para tornar sem efeito o meu decreto, ou ação na Justiça, e não (apenas) 'não vão cumprir'", disse.

 

Doria responde

Após ter conhecimento das declarações de Bolsonario, Doria escreveu: "Mais uma vez, o presidente Bolsonaro deixa de defender a saúde dos brasileiros para atacar quem está trabalhando para proteger vidas. Prefere comícios, andar de jet ski, treinar tiros e fazer churrasco. Enquanto milhares de brasileiros morrem por coronavírus. Acorde para a realidade presidente Bolsonaro. Saia da bolha de ódio e comece a ser um líder. Se for capaz".


Fonte: Gazeta Digital

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