27/04/2021 às 11:46h
Vacina de Oxford contra a malária atinge 77% de eficácia em testes preliminares
Maria Clara Rossini

A malária é uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. Em 2019, ela foi responsável por 229 milhões de casos e 409 mil mortes, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). 94% dos casos ocorreram no continente africano, e 67% das vítimas foram crianças com menos de 5 anos de idade. 

Uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford pode ser o maior avanço no combate à doença para os próximos anos. O imunizante apresentou 77% de eficácia em testes clínicos. Ele é o primeiro a atingir a meta da OMS de desenvolver uma vacina para a malária com pelo menos 75% de eficácia até 2030.

A equipe de pesquisadores é a mesma que desenvolveu a vacina contra a covid-19, que está sendo aplicada no Brasil. Os resultados preliminares do imunizante contra a malária foram divulgados em um pré-print do periódico The Lancet, e ainda não passaram pela revisão de outros cientistas. Os testes da vacina R21/Matrix-M foram realizados no Instituto de Pesquisa em Ciências da Saúde (IRSS) em Burkina Faso, um dos países com maior incidência de malária. O estudo de fase 2 da vacina envolveu 450 crianças entre 5 e 17 meses de idade.

Um terço delas recebeu uma dose baixa da vacina, enquanto outro terço recebeu uma dose mais alta. O restante das crianças serviu como grupo controle, e recebeu a vacina da raiva em vez da R21/Matrix-M. O estudo também foi duplo cego – ou seja, nem quem aplicou e nem quem recebeu a dose sabia qual delas estava na seringa. As doses foram aplicadas entre maio e agosto de 2019, antes do período do ano com o maior número de casos da doença. 

Nos 12 meses após a vacinação, a dose mais alta apresentou eficácia de 77%, enquanto a dose baixa preveniu 71% dos casos. Os autores não relataram nenhum efeito adverso grave à vacina. Um ano depois, as crianças receberam uma dose de reforço da vacina.

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